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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

(nem sei como isso chama)

Ela tem dificuldades pra dormir. A noite é quente, mas chove bastante lá fora.
Na frente do computador, nada acontece. Parece que tudo já foi visto, lido, desenhado... falado.
És que pisca uma janela. E nessa janela, começa uma conversa que poderia ter acontecido a anos. Claro, com menos intensidade. Mas que poderia ter rendido outros frutos e muitas confusões se fosse outra época.
Passa pela sua cabeça que é tudo um sonho. Estilo aqueles delírios, que você tem acordada, quando quer muito uma coisa. E era exatamente isso. Um querer guardado a muito tempo.
Virando realidade de uma hora pra outra e com uma rapidez incrível.
Fim da primeira noite.
Na noite seguinte, quase tudo é igual. Ela não tem sono.
Conversa, mas já não tem muito assunto com ninguém...
É que... Lá vem a janelinha alegrar novamente a noite.
Inacreditável o poder dessa janela.
Lotada de confissões cheias de desejo, vontade e muita, muita sinceridade.
Mas aquilo ainda parecia de mentira. Algo forjado.
Ela pensou durante horas... Em como aquilo podia ser complicado e cheio, lotado de confusão.
Mas, levando em consideração a vontade e o desejo recolhido, lá vai ela.
Confirma tudo! Diz SIM!! (E nessas horas, diabinhas e mocinhas comemoram bebendo muita cerveja, martini e outros destilados!!)
Sim, pras mudanças, pras aventuras, pra todas as loucuras não cometidas,
pra todos os lugares não conhecidos...
Ah claro, e principalmente pras coisas que podiam ter acontecido a décadas atrás;
a conversa mole, a mão na mão, aquela troca de olhares... e aquele silêncio que parece durar horas e é sempre encerrado com um sorrisinho meia boca...
E foi que... novas músicas tocaram, novos desenhos também surgiram...
Ela queria olhos fotográficos! Aqueles bem potentes que tiram e enviam fotos em tempo real! (cortando algumas partes, claro.)
E o frio de uma relação foi ficando quentinho, quente, quente, quente...
Logo, os erros começaram a aparecer...
Depois de verão... inverno!!
Os encontros não são perfeitos nunca, ela pensou. Simplesmente porque acabou... Ela confessa.
Porque na real, nada daquilo "é aquilo".
No fim, o frio voltou né... não no estilo "balde de agua fria", mas no estilo, chuvinha fina...
Ah, tudo já era tão provável....
Toda aquele ceninha no final... Aquele gelinho... rs...
Ela riu!! E pensou...
Mesmo no frio, na chuva, vou beber uma cerveja e agradecer as mocinhas...
"OH SORTE!!!!"
Ina...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Carta

(Uma carta )
oi. como anda a vida? como passou o verão? muito tempo né? tempo bom, tempo ruim... tempo necessario. Reflorestar é preciso. O coração ficou devastado. mas, sabia que já é Primavera? a cidade está quente. as pessoas andam sorrindo. tudo já está bem mais bonito. bem mais colorido do que julho, "desgosto", setembro...Todo mundo agora faz música sabia? Ah... eu? eu... to bem! voltei a andar por ai/aqui, com flores no cabelo e sorriso no rosto. Claro, ouvindo aquelas músicas que só eu conheço. Mas isso é importante, faz parte de mim. To lendo. Não to estudando. Estou dançando e escrevendo. É, fora isso tudo igual. Nem tão igual.... Hum... porque você escreveu mesmo? ... Saudades... Ah, sim... Lógico que sei o que é isso. Afinal de contas essa é uma palavra e um sentimento totalmente daqui né. Imagino que você nem sinta isso, mas enfim... Eu já senti muita. Ainda sinto um pouquinho. Preciso até confessar que só fui entender como ela dói por sua causa. Na verdade conheci todos os poderes da saudade. Ela faz rir, faz chorar. Faz acreditar, faz ficar triste e sem ver a beleza da vida. Faz até a gente sentir perfumes e gosto... O bom é que passa... ameniza. Incrivel como tanta coisa voltou a passar por aqui quando abri essa sua inesperada carta, com poucas palavras. Fiquei olhando sem conseguir ler. Li muitas vezes e só depois, bem depois, percebi o que era tudo isso. Queria ter tido coragem de mandar milhões de beijos de verdade, mas acabei só mandando "beijos". Mas entenda, foram meses. Meses tentando esquecer tudo isso. cada coisinha que era capaz de fazer o pensamento voar e a cabeça ficar a mil e o coração apertado. É dificil. Escrever como antigamente. Nada é assim, igual. Claro, algumas coisas não mudaram e acredito que jamais vão mudar. Mas, agora tenho medo de algumas coisas que antes não tinha. Não tenho mais as certezas de antes. e não sou capaz de acreditar em algumas coisas de antes. É talvez alguma bossa tenha se perdido. E talvez isso seja bom. Ou com o tempo vou perceber o valor que tudo isso tinha e não dei conta a tempo. Tudo foi como tinha que ser. Afinal de contas, foi isso que eu vinha pedindo a muito tempo. O "final" não foi assim tão esperado, mas... foi. Tinha que ser. No fim... enfim... é isso. tá tudo bem. espero que por ai esteja assim também... BEM! Escreva contando coisas boas. como está o tempo por ai. quantas noites bonitas já tiveram. Por aqui, você sabe... é sempre tudo bonito. Claro, as vezes falta alguma coisa... mas... é assim... saudades... uma boa porção dela... e longe de acabar... (eu sempre escrevia isso!! "perto de acabar"...) beijos (de verdade...) ina Ps: dessa vez, sem músicas... isso torna tudo mais... como antes...

coração... terra... flores... dores... amores

Mais uma vez, sentada num barzinho desses, foram jogadas muitas palavras de desilusões femininas no ar.
Percebi que por mais bonita, mais independente, mais bem resolvida ou até mais inteligente...
Sempre aparece alguém pra partir seu coração.
Não importa muito aonde você o encontre... Quantos encontros tiveram...
O que pode acontecer, e é o mais provável, é que seu coraçãozinho vai virar alvo fácil!!
Ai... muito complicado, ser menina, carregar um coração de manteiga... terra fácil pra agricultores cruéis e sem piedade. São cuidadosos quando chegam... Se preocupam com a chuva e o vento forte. Na Primavera colhem as flores, comem os frutos... E depois quando nada disso é delicioso... começam a devastar... Usam máquinas e técnicas que só a gente sabe o estrago que faz, o quanto é dolorido, e quanto tempo essa terrinha vai precisar de descanso pra voltar a dar flores.
Sei bem, que esse é o destino de todos os corações cheio de bons espaços e boas flores. Infelizmente. Ou felizmente... Certas coisas, tornam a terra mais forte e produtiva com o passar do tempo. Mas há aquelas que secam e não são capazes de fazer brotar mais nada.
Ai ai ai, coração. Frágil... Delicado...
E mesmo assim, ainda queremos encontrar alguém. Mesmo sabendo que essa pessoa por melhor que seja, vai fazer doer, vai fazer secar, sangrar...
Mas muita coisa não teria graça se não fossem essas dores, essas feridas... Que na verdade também acompanham um CHEIO, um complemento.
Mas... enfim...
Ina...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Resposta com raiva.

Quem são vocês, tão cheios de si...
Querendo respostas que ninguém pode dar.
E culpando erros que não são nossos...
Que chegam por aqui, aproveitam da beleza da minha casa;
E quando algo dá errado, põe a culpa em mim.
Ninguém te convidou a entrar.
Mas mesmo assim, vocês foram capazes de comer das minhas mais doces frutas
e saborear os meus mais deliciosos pratos.
Quando pisaram por aqui, foram bem recebidos.
E no final das contas, o que deixaram foram muitos corações partidos.
Chegaram sozinhos e puderam conhecer toda a beleza
e todo o jeitinho mais meigo e açucarado de amar.
Incrível achar que por conta de um pingo fora do lugar, todos aqui tenham culpa de tudo.
As ruas continuam iguais, as casas são bonitas em outros cantos também.
As peles coloridas e caras pintadas existem por ai...
Então porque vieram?? Porque ainda estão por aqui??
Não houve convite, não houve permissão.
Então agora por favor, não venha me dizer que depois de anos, comendo, dormindo, sorrindo, pulando, amando, cantando, sambando...
A banda saiu do tom, a comida não tem mais sabor, os sorrisos amarelaram
e as peles já não são tão morenas.
A casa continua a mesma, infelizmente os seus olhares que mudaram.
E ninguém por aqui tem culpa disso.
Reclame com Deus se os céus choraram demais ontem a noite.
Ina
Ps: Raivosa e achando tudo mais errado ainda, depois de ler um comentário infeliz!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

"Carnival" e confusões...

CARNIVAL
The Cardigans
I will never know cause you will never show come on and love me now come on and love me now Carnival came by my town today bright lights from giantwheels fall on the alleyways and I'm here by my door waiting for you I will never know cause you will never show come on and love me now come on and love me now I here sounds of lovers barrel organs, mothers I would like to take you down there just to make you mine in a merry-go-round
**
O parque realmente chegou na minha cidade. Estou radiante.
Luzes coloridas podem ser vistas ao olhar dentro dos meus olhos. Cansei de esperar.
Mas continuo sentada observando e rindo de tudo que vejo por ai.
Amores que começam e terminam... Crises estéricas e muitas gargalhadas.
Noites lindas de bebedeira. Os dias nascem, logo as noites chegam e eu estou esperando.
Não sei bem o que... Mas posso dizer que seria sensacional,
esperar mais um pouquinho pra "te pegar ali embaixo, só pra te fazer meu, num carrossel"
As vezes tenho medo de tanta doçura e tanto querer no ar. No fundo sei que todo esse cheirinho doce, trás problema com o próximo ventinho a soprar.
Enfim, como sempre, estou ficando confusa novamente...
Mas faz parte. Daqui a pouco muda a Lua e tudo volta ao normal.
Afinal, não dá pra querer carona num bonde cheio né??
rs...
Ina

domingo, 11 de outubro de 2009

Seu cheiro na rua... no vestido

Numa tarde bonita de Primavera, quando achei já ter deixado pra trás muitas coisas;
Seu cheiro passou pela rua.
Numa brisa leve, onde as flores apenas levantaram de leve suas pétalas, seu cheiro passou por mim. Passou do meu lado. Passou como um "você imaginário", andando na mesma calçada que eu. Andando onde estou. Vendo, o que agora só meus olhos podem ver.
Sentindo, aquilo já tinha esquecido como era sentir.
Nessa tarde, senti você. Mas logo passou. O mesmo vento que trouxe, levou. Com a rapidez de um piscar de olhos. Então olhei para o lado e percebi que não era nada daquilo.
Não era você, na verdade não era nem o seu cheiro. Eram lembranças... Boas, talvez.
Seu cheiro de lembrança. Seu cheiro de carinho. Seu cheiro de verão. Seu cheiro de outro lugar.
Bom, ruim, estranho... Como tudo na vida, passageiro e estranho.
E quando cheguei em casa, no meio de muitas confusões... Seu cheiro estava no meu vestido.
Ina

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Encantar...

O que nos faz encantar??
O que disperta o encanto??
Nos momentos mais estranhos, olhamos para o lado e nos encantamos.
Nos encantamos por um olhar, por um cheiro, por um jeito de andar, uma voz.
E se esses encontros encantados continuam a acontecer, a gente descobre que aquela voz que encantou, também possui um olhar que é capaz de acender luzes só de relance.
O que nos faz dispertar pra algo tão novo e desconhecido?
Nós já somos um grande ponto de interrogação. Muitas vezes não nos conhecemos a fundo e estamos dispostos a nos entregar a um grande estudo para conhecer e descobrir o outro.
Durante esse estudo descobrimos que aquele cheiro possui uma mão maravilhosae que ainda possui um toque perfeito. Que canta muito bem, que gosta de dançar e escrever poesias.
O que não faz a disposição...
Incrível a vontade que chega do nada e desperta sensações, inspirações, vontades e desejos.
No tempo em que tudo anda muito perdido, encantar-se e encantar, é uma arte.
Alguns artistas sabem do valor do seu talento. Outros menos pretenciosos agem com uma naturalidade absurda. E lá se vai mais uma forma de despertar o encanto... Naturalidade.
As vezes tudo isso se torna distorcido e estranho, mas encantar-se é quase a prova de estar vivo e quente. Se jogar nesse labirinto é provar as mais deliciosas frutas. Mesmo que não dê em nada duas horas depois. Mesmo que o gosto no final seja azedo. O caminho vale a pena sempre.
O colher, o descobrir...
Vamos olhar, sorrir, dançar, sonhar, esperar, cheirar, liberar o perfume, naturalizar, piscar, andar, cantar, querer, pintar, tocar, sentir, deixar, colorir, repor, crescer, levantar, levitar, seduzir, divertir, gargalhar, dispertar, correr, chegar, beijar, induzir, conduzir, perder, entregar...
ENCANTAR.
Ina

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Tudo errado...

O dia em que todo mundo/ de todos os mundos, entendia tudo errado.
Numa noite dessas onde todas as meninas colocam seus blocos na rua. Lá estava eu também!
Com meu copinho vermelho, buscando apenas bebida gelada e uma boa noite de divertimento.
E foi exatamente isso que pedi aos Deuses quando saí de casa: "Ai, por favor faça dessa noite, uma noite iluminada, em que só apareçam pessoas boas nos nossos caminhos.
Que a gente possa se divertir, que tudo dê certo".
(Faço a oração pensando em todas as meninas!!)
E mais tarde, a chuva ameaçou cair. E bem depois, sem que a chuva caísse, a Lua apareceu iluminando a noite de muitas meninas que se arrumaram muito belas e saíram por aí.
Meu copo, as vezes cheio. Outra hora vazio.
E de repente. Uns ventos estranhos começaram a soprar.
E sabe quando você já não tem onde se agarrar? É, as coisas começaram a ficar realmente estranhas.
Num momento de "não sei mais o que fazer" pensei em fazer um novo pedido. E fiz!!
"Por favor, afaste de mim os problemas!! Problemas NÃO!!!"
E o problema atravessou a rua. Porra!! Que merda!! Que parte os astros não entenderam??
Será que era necessário dar nome, telefone, endereço?? Fazer um desenho básico??
Que situação chata!!
Não estou conseguindo entender mais nada! Não consigo conexão direta.
Minhas mensagens estão sendo extraviadas, só pode.
Estão de sacanagem comigo!!
Não consigo acreditar que problema possa resolver problema...
Mas enfim. No final de tudo, correr é sempre o melhor caminho. A melhor saída.
Prestem atenção em mim... Próxima maratona, tamo aí!!
Ina

sábado, 3 de outubro de 2009

Festinha...

Durante uma longa semana, esperei ou esperamos a sexta-feira chegar.
Pensamos na roupa. Na troca das roupas. Nos cabelos penteados. Na maquiagem pintando o rosto. Até nas músicas que deveriam tocar. No que esperar. Quem encontrar.
E finalmente esse dia chegou. Tudo isso aconteceu. O vestido, a maquiagem, os penteados, os banhos demorados, as grandes discussões escritas. E na rua mesmo a gente ficou bonita!
Tudo aconteceu. Menos a festa.
A festa que a desejamos. As pessoas que desejamos. Os voos que desejamos.
Incrível como as coisas mais esperadas tendem a dar errado com grande facilidade.
Acho que tudo parecia perfeito e planejado demais. Era quase um cronograma da noite perfeita.
Íamos estar num castelo perto so céu. A noite estava a mais linda e quente.
A orquestra tocando pra gente. Nossos amigos reunidos.
Mas enfim, no fundo não era só isso... Merda!! Era o dia em que íamos estar com a "mocinha" do lado. Passando altas energias e atraindo só coisas boas. Era a noite em que íamos gritar
"Oh, Sorte!" com mais vontade.
Merda!!!! Todas as pessoas que deveriam conhecer a gente, ficaram a nossa espera. E pra quem não sabe, odeio gente sem compromisso. E nesse momento, estou me odiando.
Deixei o DJ tocar as minhas músicas pra outras pessoas. Deixei os olhares que seriam meus, se voltarem para outros. Todos beberam a cerveja que ia encher o meu copo vermelho. Todos os sorrisos que ia receber e enviar, ficaram guardados. As gargalhadas e as vergonhas da noite, não foram utilizadas. Por isso, tenho vergonhas e gargalhadas de loucura presas dentro de mim, e acho, acho não, tenho absoluta certeza de que isso não faz bem!!!
Eh... No final de tudo, como quase todas as coisas na vida, a noite acabou bem. Nada de ruim aconteceu. Nenhuma ferida no corpo. Nenhuma grande decepção amorosa. Nenhum grande rombo financeiro. Nenhum sujeito dispensável pra entrar na lista de "Dispensáveis".
Nenhuma ressaca moral. Nenhum erro, nem arrependimento, nem lamentações.
Minha noite foi ótima!
Eu continuo aqui, e essa festinha simplesmente... passou...
Não fui eu que perdi a festa...
A festa que me perdeu!
Ina

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Cartas

Hoje caminhando pela rua, parei numa barraca de livros. Uma capa me chamou a atenção.
Era uma menina sentada na praça lendo uma carta. No verso do livro dizia apenas que ele continha grandes cartas de amor. Cartas escritas por grandes escritores e afins.
O dono da barraca fez logo propaganda, me dizendo que era uma bela publicação.
Mas, enfim, segui o meu caminho, mas fiquei pensando.
Uma grande publicação. Tá bom!! Se não fosse tão melancólico, até poderia.
Quantos remetentes não foram remetentes, pois escreveram e não enviaram.
Quantos demonstraram seu amor em vão, pois o destinatário, já tinha seguido outro caminho.
Quantos escreveram lindas frases, enfeitaram suas cartas e nem sequer receberam resposta.
Outros tantos devem ter escrito qualquer coisa, afinal o amor tem dessas coisas, e justamente por isso foram considerados tolos.
Fora claro o destino cruel dessas cartas, algumas belas,nem devem ter sido lidas.
Foram queimadas e rasgadas antes até de serem abertas.
Claro, o destinatário deve ter tido seus motivos, mas enfim, muita coisa se perdeu.
Novamente, enfim... Melancólico e dramático demais.
É otimo sentir vontade de escrever para alguém, demonstrar sentimos.
Mas as vezes nada disso dá certo. Na verdade tudo isso é em vão. E lá na frente essa carta vira apenas uma lembrança boa ou ruim de um tempo que não volta mais.
Um documento pra provar que amou ou que foi amado. Mas, esses papéis as vezes só ganham valor com o tempo. Quando já não é possível estar perto. Quando o amor já não se faz presente dentro da gente. Lógico que nesse mundo louco, perdidos por ai, podemos com certeza encontrar mil pessoas e suas milhões de cartas bem "sucedidas". As que tiveram respostas positivas e entusiasmadas. As que voltaram em forma de presente.
E ainda as que voltaram em forma de presença. Todo mundo já escreveu e não mandou, por mais bobo que fosse o texto, foram gastos milhões de folhas e dias pra se dizer algo bem simples...
Mas no fundo no fundo, não sei o que achar delas. Talvez sejam tônico para a alma.
Liberdade para o coração. Casamento para alma. Tristeza para os olhos. Talvez mereçam ser guardadas. Talvez mereçam o lixo mais próximo...
Mas, mais do que isso. Por pior ou melhor que seja, acho que a partir de hoje, vou pensar sempre na mão que escreve. Sabe-se lá o que foi preciso pra caber no branco tudo de mais colorido ou de mais negro que há dentro da gente.
Ina