Ela tem dificuldades pra dormir. A noite é quente, mas chove bastante lá fora.
Na frente do computador, nada acontece. Parece que tudo já foi visto, lido, desenhado... falado.
És que pisca uma janela. E nessa janela, começa uma conversa que poderia ter acontecido a anos. Claro, com menos intensidade. Mas que poderia ter rendido outros frutos e muitas confusões se fosse outra época.
Passa pela sua cabeça que é tudo um sonho. Estilo aqueles delírios, que você tem acordada, quando quer muito uma coisa. E era exatamente isso. Um querer guardado a muito tempo.
Virando realidade de uma hora pra outra e com uma rapidez incrível.
Fim da primeira noite.
Na noite seguinte, quase tudo é igual. Ela não tem sono.
Conversa, mas já não tem muito assunto com ninguém...
É que... Lá vem a janelinha alegrar novamente a noite.
Inacreditável o poder dessa janela.
Lotada de confissões cheias de desejo, vontade e muita, muita sinceridade.
Mas aquilo ainda parecia de mentira. Algo forjado.
Ela pensou durante horas... Em como aquilo podia ser complicado e cheio, lotado de confusão.
Mas, levando em consideração a vontade e o desejo recolhido, lá vai ela.
Confirma tudo! Diz SIM!! (E nessas horas, diabinhas e mocinhas comemoram bebendo muita cerveja, martini e outros destilados!!)
Sim, pras mudanças, pras aventuras, pra todas as loucuras não cometidas,
pra todos os lugares não conhecidos...
Ah claro, e principalmente pras coisas que podiam ter acontecido a décadas atrás;
a conversa mole, a mão na mão, aquela troca de olhares... e aquele silêncio que parece durar horas e é sempre encerrado com um sorrisinho meia boca...
E foi que... novas músicas tocaram, novos desenhos também surgiram...
Ela queria olhos fotográficos! Aqueles bem potentes que tiram e enviam fotos em tempo real! (cortando algumas partes, claro.)
E o frio de uma relação foi ficando quentinho, quente, quente, quente...
Logo, os erros começaram a aparecer...
Depois de verão... inverno!!
Os encontros não são perfeitos nunca, ela pensou. Simplesmente porque acabou... Ela confessa.
Porque na real, nada daquilo "é aquilo".
No fim, o frio voltou né... não no estilo "balde de agua fria", mas no estilo, chuvinha fina...
Ah, tudo já era tão provável....
Toda aquele ceninha no final... Aquele gelinho... rs...
Ela riu!! E pensou...
Mesmo no frio, na chuva, vou beber uma cerveja e agradecer as mocinhas...
"OH SORTE!!!!"
Ina...



