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sábado, 6 de novembro de 2010

Maria ... Menina..

Um dia ela colocou seu melhor vestido e saiu por ai.
Cruzando as ruas gargalhando a cada esquina.
Parou e acendeu seu último cigarro.
Como o último não é o bastante, parou um rapaz e lhe fez um pedido.
"Acende pra mim?"
O rapaz achou estranho, pois ela parecia ter só 16 anos.
Acendeu.
E antes que a volta da sua saia terminasse de girar, ele lhe ofereceu outro cigarro.
Ela apenas sorriu e agradeceu com um movimento de cabeça.
Aceitou.
Logo percebeu o poder de suas vontades.
Andando e cantarolando, passou na porta de um bar.
Homens e mulheres bebiam e riam, enquanto ela apenas deslizava pela calçada.
Todos os olhares eram dela.
Todos os sussurros eram pra ela.
Todos os copos se levantaram para saudar o seu caminhar.
Com um inclinar de corpo, olhou para trás e gargalhou.
Nos seus olhos havia um brilho.
Dos seus cabelos saia um perfume.
No seu vestido negro, o movimento era constante.
Sua presença deixava as mentes confusas e os corpos ardendo de desejo.
Eram gemidos que ecoavam.
Luxúria.
Era ela que pairava no ar, sobre as mesas, nas mãos e em todo o resto...
Nada estava livre desse vermelho.
Inveja.
Mulheres olhavam atravessado, não apreciavam sua presença.
Repugnavam essa energia que emanava de todo o corpo dessa pequena.
Riam de sua maquiagem borrada, de seu cabelo um pouco fora do padrão.
Das marcas que a vida havia deixado de lembrança.
E a menina continuava caminhando...
Fumando...
Bebendo...
Gargalhando...
Roubando...
Conquistando...
Girando...
E mais a frente ela parava.
Olhava pra trás, segurava a saia do seu vestido;
Deixava os joelhos baterem no chão...
Laroiê!
Era o que se ouvia.
*
O quanto dela há em nós??
rs...
Ina

domingo, 31 de outubro de 2010

Pra mim e pra uma amiga

"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso ás vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez'"
Caio Fernando Abreu

Sempre a primeira é pior

PRIMEIRA VEZ QUE SINTO MUITO E NADA CONSEGUE SAIR DAQUI.
PARECE QUE A PORTA QUE ESTAVA ESCANCARADA, FOI TRANCADA E A CHAVE JOGADA FORA.
Queria saber o porque disso agora. Queria abraçar as pessoas que não podem me dar abraços.
Queria a conversa com quem não está aqui, queria esse conselho, como se só isso fosse fazer passar.
Queria andar e chegar num lugar que fizesse isso passar.
E nem to falando da sua casa e das suas coisas.
Estou falando de um lugar longe!
Queria apagar você, sem raiva, mas queria uma borracha.
Queria ter certeza que não era amor.
Queria poder dizer que encantar é menor que amar.
Mas já não sei...
Queria aquelas sensações, mas não com você.
Queria não ir e vir nas lembranças pra poder te encontrar.
Queria apostar (ganhando) que realmente não acabou.
Queria ter sido mais esperta pra perceber que todo mundo via uma alegria em mim que eu não tinha percebido.
E que de um tempo pra cá, é tristeza que elas encontram e eu nem tinha notado.
É uma preocupação boba com um encontro impossível.
É notar que até você percebeu que tinha algo "errado" e que pra mim era invisível.
É reconhecer que tive um ataque mal direcionado, que aquela "raiva" não era de você e sim de uma ex amiga vadia!
Queria voltar atrás.
Talvez não pra te apagar completamente, mas pra poder curtir de longe toda essa "coisa".
Queria ter enxergado antes e depois.
Queria não ter falado com você.
Queria não sentir vontade de te procurar.
Na verdade queria sumir, dar um tempo em outras terras.
Respirando outra coisa, tomando outra coisa...
To sufocando.
O pior é que não sei se isso passa logo.
Preciso de alguém!
Que seja ou não você, mas que me dê alguma coisa em retribuição...
Esse vazio ta doendo mais do que das outras vezes...
Ina

...

Fui percebendo os sintomas tarde demais.
Novamente, o tempo provando que resolveu andar errado em relação a tudo isso.
Talvez eu tenha me enganado.
Ou talvez eu tenha apenas diminuindo o que realmente era toda aquele "encantamento".
Encantar dói. Desencantar mais ainda.
Desencantar é lamentar o roubo de musicas e agora perceber que não há mais sons escutáveis.
É andar pela rua correndo, para a cabeça não criar. Para a cabeça não ter tempo de lembrar.
É dançar no picadeiro esperando que as luzes se apaguem a qualquer momento e que só exista um na plateia.
É ver que o tempo não foi suficiente.
Que as vontades não foram todas saciadas.
Que a sede ainda não terminou e que dento do copo ainda tem muita coisa,
só que esse copo, essa água, já estão longe demais.
É estender a mão e não chegar a lugar nenhum.
Agora estou vendo , ou melhor, estou sentindo que dói. E dói uma dor estranha.
Como um vírus que ficou encubado durante anos,
e agora apresenta todos os piores sintomas de uma só vez.
Tá tudo uma doença só. Uma bagunça que não acaba.
Um sentir dolorido e que não tem mais cor.
O bem que fazia, já não faz mais. A dose de desapego não é suficiente.
Parece que não tem mais remédio.
Não consigo criar uma raiva.
Não consigo arrancar isso daqui, como muitas vezes era fácil fazer.
Juro que não sei porque isso acontece...
Tá tudo tão la dentro que nem lágrimas saem. Como se não houvesse um jeito de desintoxicar.
Como se não tivesse acabado.
Não quero essa dor necessaria.
Nem quero os encontros que não se como vão ser.
Não quero procurar.
Talvez eu queira...
Estar no lugar certo com um vestido bonito.
Para o bem ou para o mal
Preciso que isso acabe.
E que acabe agora, no meu tempo e que não seja enganação.
Que seja ponto final.
De encontros e músicas que quero conseguir não ouvir mais.
De caminhos que quero fazer sem procurar por você.
Acho que quero uma reabilitação, pra que tudo volte ao que era antes disso,
O original de novo.
O pré
O sem
O fim.
...
Ina

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Concluir...

Para concluir...
Sentada aqui agora, comecei a ler os antigos posts do blog.
Quanta coisa já aconteceu e eu continuo por aqui.
Trocando o fundo. Mudando a cor. Trocando de roupa. Talvez de cabelo.
Mas melhor que tudo isso. Mudando aqui dentro.
Já escrevi porque eu estava muito feliz.
Porque estava morrendo de tristeza e achando que meu coração não existia mais.
Depois percebi que a regeneração é lenta (muitas vezes), mas posso afirmar que ela nunca falha.
Quando acordei um dia em Santa e percebi que era o último dia de 4 meses e que talvez aquilo não tivesse volta, coloquei um fone no ouvido, deixei a rádio tocar e de noite passei por aqui,
para deixar registrado que eu não tinha forças pra aguentar...
Olá! Aqui estou eu.
Antes disso, escrevi e ilustrei minha paixão pela dança, pelo maracatu e não sabia viver sem isso. Hoje aqui estou... Vivendo!
Tantos textos tenho vontade de ficar lendo, lendo, lendo...
Até ficar com ele gravado aqui dentro.
Mas as vezes o momento nem foi tão especial assim.
Na verdade, comecei a perceber que a gente se abate o quanto se permite.
E é feliz, numa mesma proporção.
Quando leio um certo texto posso ver toda a minha sinceridade estampada.
Feito desenho feito a mão. Aquilo ali era eu. Era o aqui dentro posto pra fora.
E isso saiu assim sem doer. Natural. Na minha hora. No meu tempo.
Me chateia um pouco ter divulgado e enaltecido essas palavras.
Afinal, muitas vezes quem lê não está preparado.
Mas, no fundo não importa o quanto as pessoas estão preparadas para me receber. Acho que amadureci o suficiente pra perceber que o que importa é o aqui, nem sempre o lá fora.
Até porque se o mundo estava preparado para mim,
eu não sei o quão preparada eu estava para ele.
Infelizmente, toda vez que eu parar no "Hum..." vou lembrar o quanto foi bom e/ou ruim.
Na verdade não sei o que fala mais alto, mas acredito que tudo tenha servido pra que eu deixasse sair de mim, toda uma verdade, que talvez a pessoa mais importante da minha vida não tenha conhecido.
Só pra saber o quanto posso sentir e continuar sentindo, mesmo quando a surpresa não é boa.
E continuar se entregando mesmo quando não há mais nada a entregar...
Válido? Errado? Terminado?? Não sei.
Mas hoje percebo o verdadeiro valor da sinceridade e da conversa.
Das palavras que voam por ai, feito folhas mortas e das outras que passam feito perfume de rosas...
O mal é que no calor do momento tudo pode se misturar, e a folha seca cheirar bem e o perfume não agradar...
Saber, saber, ninguém nunca sabe, aonde a estrada vai dar, quem vamos encontrar e o quanto esses encontros serão capazes de nos transformar pra sempre.
E a estrada continua. E tudo passa....
Inajah!

sempre as plantas...

Errada? Porque?
Nos últimos dias, ficou calada. Depois de muita música, o silêncio.
Saiu e andou. Encontrou e sorriu.
Por dentro tudo parecia muito estranho. Pesado.
Com o passar dos dias, percebeu que só pesava mais...
Não doía, mas era ruim de aguentar.
Quando deitava todo o peso parecia ir direto pra cabeça...
Lá dentro, o peso vazia uma bola de pensamentos rolarem com força...
Ai doía. O sono corria e os olhos não conseguiam ficar fechados.
Um dia quando acordou, depois de poucas horas de sonhos loucos;
Sentiu que o peso criava uma raiz e que corria o risco de não sair mais.
Sentou-se e perguntou olhando pra baixo: O que será?
Levou as mãos ao rosto e pensou bem....
Cada vez que pensava num nome sentia uma forcinha lá dentro.
Nesse momento pensou se valia mesmo a pena.
O que antes eram borboletas (para quem gosta delas), ou pássaros...
Agora era como um Jequitibá, pesado... forte...
Parecia que já estava formado quando chegou por lá.
Levantou e saiu. Tentou escrever, não conseguiu.
Passou uma tarde inteira pensando...
Dependendo da árvore, da raiz e da flor, não há benefícios.
Algumas a vontade é de esconder, outras de não sentir o cheiro...
Certas arrasam a terra e a tornam impropria para qualquer outro plantio.
Terra seca. Vida seca. Deserto.
Repensou...
Não conseguiu esquecer que outras servem de preparo pra uma planta bem melhor.
Enfim, definiu que a raiz estava lá, mas que não cresceria mais.
Afinal de contas, sabia que coração é terra de ninguém...
Mas não terra pra qualquer um.
Ina

domingo, 1 de agosto de 2010

Tudo junto...

Hoje o dia foi melhor.
Acordei fui a feira. Fui a praia com as irmãzitas...
Ri e chorei. Expliquei.
Depois do post anterior acho que devo satisfações até aqui.
Tudo anda comprometedor demais... Mas é isso.
Quem não se compromete nessa vida, passa despercebido.
To tentando... Escrever certo por essas linhas mais do que tortas...
São as tais escolhas, que durante qualquer percurso, temos que fazer,
por mais que na hora seja impossível perceber se são boas ou más.
De volta ao motivo de tudo isso... Ah, o verão! mentira...
Ah, o inverno e toda a sua loucura.
É aquele lance de chegar Agosto e a necessidade de ter alguém começar a bater na porta.
Agosto é tão ruim. Parece que tudo pode dar errado. Ou que tudo pode dar muito certo!!!
É aquele friozinho na barriga só de pensar em alguém.
Aquela música que não significava nada, agora faz o pensamento voar...
É um se perder estando em casa.
Um saltar alto, estando com os pés colados no chão.
É ver tudo florido quando só há fumaça ao redor.
Um sorrir sem motivo no ônibus.
É lembrar de um sorriso sem motivo.
É querer estar perto, mesmo sem saber se é a vontade do outro.
É a loucura de respeitar um tempo que não é o seu tempo...
É ter a tal famosa PACIÊNCIA.
Aff... Sempre ela. Esperar é muito ruim pra mim. Não esperei pra nascer!!!
Me cobram paciência e bons modos durante um tempo indeterminado, infelizmente devo admitir que isso dói aqui dentro.
Esperar machuca muito meu peito. Faca cortando a carne entende?
Por mais que muitas vezes eu sinta vontade de parar tudo, de dar pause, o tempo pra mim é algo incrível de entender e principalmente de respeitar...
Enfim, definindo toda essa espera, dar tempo pro nada, me machuca, me faz sofrer.
Dá vontade de chorar e ir embora. Parece que tudo está dando errado no curto espaço de 1 minuto.
Querer também causa esse efeito. Querer dói. Querer agora, mais ainda.
Sinto uma necessidade que nem lembrava mais que existia.
É só estar perto. Sem fazer nada. Sem tocar em nada.
Aparentemente parece bastar...
Sem complicações, tudo isso é pra dizer que essa espera me mata, que eu te quero agora!!
Sabe agora?? Pra ontem?? É isso!!
Quero sua mão na minha mão.
Quero estar dentro daquele seu abraço vazio.
Quero seu sorriso em resposta ao meu.
Sua palavra na hora certa...
Mas é Agosto droga! Tenho pressa...
Acelera seu relógio?
Daqui a pouco passa esse tempo e já é Setembro.
E o que realmente importa é o agora... agora, Agosto, eu e você...
Eu e você... E esse mês.
Que pode ser escrito e descrito da forma que a gente quiser.
Espero que "no tempo comum" a nós!
Ina

(sem titulo)

De repente não me sinto preparada pra nada disso.
Não me sinto preparada pra sentir esse aperto aqui dentro.
Por querer só ouvir sua voz.
De repente vejo que não era bem isso que eu tinha planejado, até porque pra certas coisas entendo que não há planos. Elas simplesmente acontecem.
Mas, não suporto o fato de uma brasinha ter se tornado tudo isso tão rápido. Eu nem senti que queimava devagar... Quando senti, já era uma explosão, que não cabia aqui dentro e queria sair de qualquer jeito, por todos os lados.
E agora José?? O que fazer com isso??
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"
E então, coloco toda a culpa e toda a responsabilidade na sua porta?
Mesmo sabendo que me deixei encantar rápido demais?
Mesmo que meus olhos tenham brilhado sem que você se desse conta, e mesmo porque você não se empenhou pra que isso acontecesse...
O problema é que cada pedacinho seu me encanta. E a falta do mínimo me faz passar mal.
Um dia, ainda vou entender... Porque certas pessoas tem o dom.
Por enquanto, to me achando o biscoitinho mais quebrado do pacote....
(Sem final...)
Ina

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Hum...

Ninguém por merecimento ganhou um post tão rápido.
Muito porque desde sempre, você fala meu nome de um jeito que só você consegue.
E eu acho isso sonoramente incrível.
Por ter falado comigo no telefone, um tempo recorde sem me conhecer.
Por falar uma frase que não esperava assim que a gente se viu pela primeira vez.
Muito por ter me deixado esperando por meses. E quando o dia finalmente chegou, não me deixou esperar por mais de 2 min. O que pra mim já pareciam longas horas.
Mais por ter aberto seus braços assim que me viu. E por ter me abraçado por um tempo que não sei, mas que foi o tempo perfeito pra que eu não quisesse mais nada, a não ser estar ali.
Por ter me dado um beijo sem complicações. Como se a gente já se "tivesse" antes.
Porque andou do meu lado e me fez acreditar na lenda dos 120 poucos degraus.
Que na verdade, não sei se acredito totalmente... (Rs...)
Por falar baixinho.
Um pouco por acompanhar um relógio que não é igual ao meu. O que me deixa tensa...
Por ter um sorriso tão lindo que parece de mentira.
Porque é impossível haver no mundo alguém que não goste.
Por parecer um gatinho....
Por achar que sempre existe uma troca.
Muito porque fala umas coisas simples mas com tanto, tanto fundamento.
Porque tem no corpo toda uma filosofia desenhada.
Por ter me feito não sentir pressa.
Por ter pensado numa música que me agradasse.
Por fazer uso das palavras, das mãos, dos braços e dos abraços, na hora certa.
Muito por ter pedido pra " apertar na multidão... e continuar apertando".
Por ser doce... Incrivelmente doce.
Só porque aceitou meu jeito complicado de ser. Pelo menos por alguns dias.
E por ter passado o braço em volta da minha cintura, na hora em que eu já não sabia mais o que fazer e ter me levado embora...
Por mais que não haja nada além disso...
Simplesmente por me agradar sem esforço e pretensão...
Ina(...)

Hoje, ausente.

Não sei como começar... Mas ultimamente, tenho sentido que resta apenas um rastro de você aqui dentro. Parece que acordei e tinham roubado você daqui.
Ontem a noite, antes de deitar, percebi que pensei menos em nós.
E vi claramente que "nós" não faz parte da gente. Pelo menos por hoje.
Andei pela rua e não senti que podia te encontrar.
E por mais que eu soubesse que você não está aqui do lado, durante um 1 ano praticamente inteiro, senti que você podia estar parado sempre na próxima esquina que eu fosse cruzar.
Hoje não.
Hoje vi que temos e sentimos muita coisa.
Mas que não são as coisas esperadas de um "nós amor presente".
"Nós" sentimos sim... Saudade, falta, medo,
sentimos nosso pensamento ir e voltar mil vezes sem trazer nada pra perto.
Sentimos vazio. Sentimos ninguém ou até mesmo outra pessoa.
Mas nunca NÓS. Isso tudo durante muito tempo.
Parece que tudo está se apagando a cada dia.
Como uma fotografia que com o passar do tempo vai perdendo o brilho, a cor e no final resta apenas um pedaço de papel branco, bege, manchado.
Prova de que havia, a tempos alguma coisa impressa.
Assim como aqui dentro. Sinto um desbotado. Um clareamento.
Não que eu vá esquecer.
Não que eu vá deixar de sentir.
Mas com a falta de elementos, vamos, deixando passar. Vamos guardando apenas detalhes...
Como eu sentia medo disso acontecer.
Muitas vezes chorei achando que era de saudade... e só hoje percebi que na verdade não era... O nome era medo de esquecer. De abrir a porta sem perceber...
Continuo com medo, afinal ainda gosto de você e ainda acredito que possa dar certo...
Mas não hoje. Não agora.
E já nem sei quando e como.
Todas as certezas incertas que eu tinha, já estão ficando mais confusas.
A ideia que eu fazia de reencontro começou a mudar.
Começo a achar que reencontrar vai ser só pra viver pela ultima vez.
Pra sentir por ultimo. E pra deixar passar. Sem dor.
Será que a vida é assim mesmo???
A gente escreve, escreve, escreve...
Passa dias desenhando e depois vem uma borracha e começa a apagar tudo...
Sem que a gente tenha tempo de salvar nada...
Mas talvez seja ele, o próprio tempo, abrindo nossos olhos, nos empurrando pra frente, apagando o que deve ser apagado pra que algo novo seja rabiscado por cima, mesmo sendo um rabisco amador.
Um traço transformador.
Ina

Afastamento...

Boa Noite amiga!
Nosso último encontro foi tão emocionado, que acho que não pude dizer tudo.
De um lado eu derramava um rio que nem sabia que havia aqui dentro.
Já daí, via um sorriso tão certo, tão firme, que ao mesmo tempo me acalmava e me deixava com medo.
Fiquei em muitos momentos pensando como será agora...
E quando eu achar que vai dar tudo errado?
E quando eu me sentir sozinha?
Quando eu precisar de um abraço que só você sabe dar,
aonde encontrarei conforto e segurança?
É amiga... Sei que esse tempo foi importante pra você, pra toda essa questão evolutiva, que nem sempre sou capaz de entender...
Mas pra mim essa separação ainda não deveria acontecer!
Foram tantas as mudanças que aconteceram, e tantas as que ainda estão por vir.
Acredito em cada palavra falada, em cada conselho, em cada projeção feita...
Mas as vezes isso parece tão difícil. Esse caminhar sozinha...
Esse crescimento pessoal, sentimental...
Ah!... Sem falar nas escolhas...
Não sei se serei capaz de perceber o que é certo ou errado.
Sei que não é uma questão só de preto e branco.
Como ouvi esses dias, pareceu até um sinal...
"Tudo são escolhas, nunca boas ou ruins, apenas escolhas".
Nunca soube escolher rápido, e muito menos com sabedoria e calma.
Confesso aqui que estou com medo! Ansiosa! Com o coração apertado.
Sua presença já é fundamental. Nossas conversas únicas.
Por mais que muitas vezes eu só conseguisse ouvir e chorar.
Chorar e acreditar. Acreditar e seguir com força total.
Com o peito aberto, cabeça erguida...
Amiga... Talvez seja a hora de provar pra você que todo aquele blá blá blá não foi em vão.
Tenho aqui dentro tudo guardado, tudo escrito, gravado,
com o som da sua voz e aquele seu brilho.
Certamente no nosso próximo encontro, vou contar como foi difícil.
Quantas vezes pensei em sentar e desistir.
Mas desde já acredito que não serei capaz de jogar tudo fora. Por sua causa.
Pra retribuir o quanto você acreditou em mim e nos meus sonhos;
Muitas vezes mais do que eu.
To seguindo. Anotando tudo pra nossa próxima conversa.
Se passaram 2 dias e parece que já se passaram 30. Sinto que já tenho milhões de dúvidas. Tenho a necessidade de falar e ouvir sua resposta, por mais idiota que eu possa estar sendo.Não sei se estou preparada, mas vou deixar escrito aqui, pra que eu não seja capaz de esquecer...
"Esteja preparada pra tudo de grande que vai acontecer... e aproveite tudo..."
Ainda não sei o que isso quer dizer, mas simplesmente confio.

Fecho meus olhos e acredito.

Boa Noite Maria!

Ina

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Pergunta.

Um dia, alguém me perguntou: O que fazer para ser mais feliz?!
Pensei em mil respostas antes de dizer que a receita não existe.
Mas, poderia ter dito que "talvez", essa tal receita esteja em algum lugarzinho, escondido, dentro de um baú lá dentro da gente.
Pode ser alguma coisa de comer também.
Aquele doce que sentimos vontade de comer durante semanas.
Um dia de verão, cheio de luz e brilho quando se está vivendo um inverno infernal.
Um amigo, quando a gente se sente muito sozinho.
Uma ligação, só pra provar que o seu celular toca, quando não esta despertando.
Um final incrível para aquele filme que parecia não ter pé nem cabeça.
Ser feliz... Pensamos e sentimos tanta coisa pra saber o que é esse estado, e acabamos nunca descobrindo nada.
Acordamos um dia e simplesmente estamos felizes.
Assim, sem um pingo de lógica...
Por mais que você esteja de pé as 5 horas da manhã. Mesmo que esteja chovendo e que a sua aula seja imperdível. O ônibus também pode quebrar. O celular ficar sem bateria...
E mesmo assim, a felicidade pode estar ali, agarradinha no seu braço direito.
Já por outro lado, temos o amor da nossa vida, sentamos num lugar lindo pra tomar café. Falamos coisas bonitas, e mesmo assim, lá dentro o cinza pode estar reinando.
Felicidade... Ser feliz... é inexplicável.
É perceptível. É incrível.
É calmante... Faz brilhar...
Agora a receita, talvez seja perceber o valor que isso tem.
Ina

domingo, 6 de junho de 2010

Tempo.

Quanto tempo não paro por aqui.
Pra chorar e pra sorrir. Falta de tempo.
Queria poder adiantar os relogios. Algumas vezes atrasar as horas.
Mudar o tempo. Parece fazer toda diferença nesse momento.
Gostaria de sentar na praça e olhar as pessoas passando.
Tomar sorvete enquanto ando na praia.
Ler uma revista mulherzinha e ouvir qualquer música boba e igualmente mulherzinha.
Por mais que eu nunca fizesse isso, sinto saudade.
De ter tempo para escolher o que fazer, ou o que não fazer.
Ter tempo para não pensar, ou escolher no que pensar.
Tempo pra olhar pra ontem, imaginar amanhã, sentir hoje.
Me sinto presa! Não tenho horas para gritar.
Os segundos são poucos demais para sentir tudo que ando sentindo...
Não há Paz. Tudo parece passar muito rápido.
As semanas começam e quando me dou conta, já estamos no começo da próxima.
Os meses estão chegando ao fim. Com uma pressa maior do que eu ando percebendo.
Sinto vontade de correr. Minhas pernas precisam disso, mas o tempo já correu léguas a minha frente. E nesse ritmo, muita coisa vai correndo, vai ficando, vai caindo, vai seguindo, hora devagar, hora rápido, além do que posso alcançar.
Na minha cabeça, os pensamentos, ao mesmo tempo que tentam ir com calma, formam um turbilhão de ideias loucas. Parece que as elas se misturam umas nas outras, na pressa de serem percebidas por mim, no tempo certo.
As ideias, assim como eu, correm, se deixam passar e continuam correndo...
Se misturando, se perdendo...
Se confundindo, também como eu.
Aqui dentro, as vezes sinto que tudo vai devagar demais, que certas coisas nunca chegam.
Parece que setembro nunca vai chegar.
Que nunca vou ter uma resposta certa.
Que as emergencias, já não são para agora.
Mas ao mesmo tempo, julho já está ai.
Daqui a dias, faço 23 anos... e todo o ciclo começa novamente.
Tudo está tão embaralhado.
Os dias e as noites, sozinha ou não, nesses ultimos dias tem tido tanto valor.
Muitas noites, fico o maximo acordada, tentando não deixar o sono vencer,
pra que eu tenha um tempo comigo.
Pra falar pra mim mesma, em quem ou em que acreditar.
Pra idealizar, todos os encontros e todas as noites de festa do resto do ano.
Pra pensar simplesmente na roupa da próxima sexta- feira.
Queria estar presente. Estar ciente. Estar contente...
Tão dificil.
Queria um tempo pra não pensar em nada, e descansar de não pensar em nada...
E deitar e levantar e não fazer nada, nem em pé nem deitada.
E ler, não importando o quanto daquilo está ficando...
Rir de nada... chorar de nada...
Tempo para nada fazer sentido e também para não fazer...
Tempo para deixar fluir, na medida que for possivel, sem pressa...
Precioso tempo de se encontrar e/ou deixar se perder...
Ina

domingo, 25 de abril de 2010

ESPERANÇA

Esperança: Disposição do espírito que induz a esperar que uma coisa se há-de! há de realizar ou suceder. Expectativa. Coisa que se espera. Confiança.
*
Ontem gostaria de ter levantado e saído para ver as flores e tomar café no parque.
A tarde estaria frio. Juntos prepararíamos a comida.
Tomaríamos vinho, e o tempo ia estar ameno.
A noite, estaria fria. Mas não sentiríamos.
Estaríamos separados na sala, lendo e comendo alguma coisa.
No radio uma canção de inverno.
*
Hoje, acordei e pensei ainda deitada que o café poderia ser trazido na cama.
Eu sorriria e você comeria a melhor parte do meu doce.
Mas o recheio ainda seria meu!
Quando a tarde chegasse, ainda estaríamos deitados
e lá fora a chuva cairia, refrescando nosso pequeno jardim.
A noite chegaria devagar.
Beberíamos algo quente e ficaríamos entrelaçados para o frio passar.
Lembraríamos de tudo que já passamos e isso seria como música para nossos ouvidos.
Desejo para nossos corpos.
*
Amanhã de manhã. O sol sairia.
A manhã se tornaria quente, mesmo sem o seu calor.
Eu caminharia pela cidade.
Você faria qualquer uma dessas coisas que você tem o costume de fazer.
Eu sentaria numa praça, tomaria café e ligaria pra alguém.
Você, pararia num café e desenharia a garçonete, de um ângulo jamais imaginado.
De tarde, a chuva começaria a cair forte. Eu estaria sozinha longe de casa.
Presa num pub, escrevendo e rabiscando, enquanto uma música conhecida começa a tocar.
Você caminharia mesmo na chuva. Pensando como tudo pode mudar com o passar das horas.
A noite já estaria caindo, sozinha sentiria o frio e o vazio de toda uma cidade lotada de pessoas.
Mães e filhas passariam por mim. Pais e filhos comeriam algo pelo caminho.
Amigos soltariam altas gargalhadas, rindo de suas próprias histórias.
E eu sentiria a saudade apertar aqui dentro.
Enquanto isso, você compraria uma flor.
Meus olhos já estariam com lágrimas.
O vento transformando tudo em dor.
Você viria caminhando...
Parada sentiria a saudade apertando cada vez mais, as lágrimas molhando o rosto.
Você pararia, exibindo a rosa.
Levantaria meu olhar. Sentiria seu abraço. O calor brotaria de nós.
A flor estaria em minhas mãos. Minhas lágrimas já teriam sido secas.
Você passaria seus braços, afim de envolver todo o meu corpo.
Nós veríamos um ao outro. Sentiríamos um ao outro.
O tempo congelaria a nossa volta.
E aqui dentro sentiria tudo se arrumando de novo.
Nosso coração bateria junto.
E assim, juntos teríamos a certeza de que tudo está como deveria estar...
*
Ina

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Medo...

Quando entrei no elevador, pensei: E se aqui tivessem borboletas?
Muitas delas, e assim, sem perceber eu entrasse e tivesse que esperar os malditos minutos até ele abrir a porta no meu andar...
Qual seria o fim disso? Qual seria o meu "fim"?
Como seria o começo depois disso?
Sairia mais forte, me sentindo a invencível, ou ficaria dias na cama lembrando desse momento pavoroso?
Enfrentar medos. Será que é possível percebemos qual o momento exato.
Qual o dia e a hora em que aquilo passa a não atingir, a não enfraquecer as pernas.
Será que estamos prontos pra isso?
Pra entrar numa caixa preta e esperar...
Esperar esse rapaz chamado MEDO, nos abraçar e nos deixar com frio, calor, suando, sentindo... e depois ver passando, ver voltando, indo embora e trazendo uma sensação superior a tudo.
Bem possível. Bem fácil rolar uma paixão por esse Medo. Rapaz bonito, confesso.
Ninguém quer senti-lo, mas por outro lado, passamos dias, noites em claro, pensando nele...
E principalmente em tudo ligado a ele. Pra piorar, o rapaz tem nome e sobrenome.
"Medo de Escuro", "Medo de Altura"...
Sabemos tudo! Todas as sensações. O nome e o endereço.
Fazer contato é muito fácil...
De tanto pensarmos o bonito rapaz já tem espaço cativo na nossa vida.
Não conseguimos abrir mão, causaria um buraco...
Seguir em frente as vezes dá uma coragem pra vê-lo olho no olho.
Mas, sei la... Ainda não tá no meu tempo.
Um dia quem sabe, serei eu, o Medo, o elevador/a caixa, e muitas borboletas...
Um encontro de tirar o fôlego, posso garantir.
Ina

Dia 06 de Abril

O dia em que tudo pareceu errado. Horas sem trégua. De uma água que não cansava de cair. Um céu que não cessava de chorar. Talvez chorando mágoas. Solidão. Chorando por um pouco de atenção. Nesse dia, ele não parou e chorou durante 16 horas seguidas. E quando já não tinha mais o que chorar, parou! Parou por pouco tempo. Para novamente derramar sobre a terra, mais alguns litros dessa água que não tem valor. Na terra, tudo começou a ficar cheio. Os rios começaram a virar mares. E os mares se revoltaram e mandaram ondas gigantes. O vento não ficou de fora e começou a arrancar da terra raízes inteiras. Árvores deitavam ao chão. Suas folhas já não estava presas aos galhos. Tudo parecia não aguentar. Quando e onde já não haviam árvores, a terra começou a ficar fraca, começou a desistir. Aposto que pensou que não aguentaria mais tanto pranto derramado e assim, começou a se soltar... A se deixar levar... Juntos, céu, água, vento, rios, mares, ondas, árvores, terra, foram... E continuaram a levar. Ruas, lixo, casas... Pessoas. Foi o dia em que tudo desistiu e desabou por causa de um pranto. Chorado por horas. Horas que se tornaram dias. Assim, foi o dia 06 de Abril. Quando a cidade parou. Quando o homem se viu incapaz de lutar contra as forças da Natureza. O dia em que ficou provado que somos tão pequenos e impotentes. Quando foi possível perceber que existem outros além de mim. Além de nós, eu e você. Existem hoje, muitos que a água castigou. Outros muitos que ela preferiu levar. Muitos que eu não sei quem são. E nem nunca saberia, se o céu não tivesse nos mandado esse primeiro pranto. Para que agora chorássemos o nosso em resposta.
Ina

sexta-feira, 2 de abril de 2010

quinta-feira, 18 de março de 2010

SPAM... LIXO...

Tenho um medo enorme de certas pessoas virarem SPAM.
Mais do que lixo eletronico. Tenho medo delas virarem besteira.
Futilidade. Vírus.
O único grande mal disso, é que se faz presente e ausente ao mesmo tempo.
Enche de um grande vazio. Lembra querendo esquecer. Querendo deletar.
Causa apagão.
Perda total. Perda parcial, enfim, perdas.
Ao mesmo que não quero colecionar SPANS, tenho o receio de virar um, daqui pra frente.
O não falar durante um tempo, causa esse desconforto.
Suas mensagens vão ficando repetidas. Esquecidas. E ao mesmo tempo, você vai virando, vai se tornando aquela mensagem (insignificante) e vai sendo enviada para aquela caixinha bem conhecida.
Lixeira!
Lixo. Reciclável. Totalmente descartável. Inapropriado. Tóxico.
Temos tantas formas de classificar. Pena que só uma delas nos torna, um pouco melhor.
Reutilizável.
Não quero acumular "lixo", relações e pessoas perdidas.
Mas a cada dia que passa, é isso que me ocorre.
Que com o passar do tempo, os mais importantes, vão sendo " trocados" por outros e assim aquele outro, vai caminhando lentamente, e vai sendo depositado, mesmo que sem querer, naquela "lixeira das relações", "lixeira dos encontros", "lixeira das amizades".
E por pior que seja ser O lixo.
Olhando por outro lado, é ruim colecionar "erros".
Ter do lado de fora da porta, uma tonelada de besteira...
É dolorido, mas entendo que fundamental pro girar da gira.
Para as grandes mudanças pessoais, sentimentais...
Amadurecimento.
Mudança.
Geração de lixo orgânico.
Pedacinhos que se desprendem e viram, qualquer outra coisa...
É a vida, que nem sempre é só Bonita, é bonita...
"... Não quero luxo, nem lixo, quero gozar no final..."
Ina

quarta-feira, 17 de março de 2010

Mesma Crise, Post Diferente...

Acho que já escrevi sobre isso, a um tempo atrás.
Mas desse tempo pra cá, continuei não conseguindo entender as pessoas, ou uma certa pessoa.
Não entendo nada de organização de horários.
Entendo menos ainda de administração da saudade.
Sei que não conseguiria esperar muito para escrever em resposta.
As diferenças as vezes são cruéis com algum dos lados.
E dessa vez, ou mais essa vez, a crueldade é pra mim...
Não entendo como dar importância pra cinco palavras que não vem de mim,
quando escrevo 3 milhões delas e não faz nenhuma diferença.
Juro que sento aqui algumas vezes, me achando a mais idiota das mortais.
Com um medo enorme de estar cometendo um grande erro,
ou de pior que isso, não estar dando importância aos sinais.
Afff... Estou cada dia com mais medo. Medo da indiferença.
Medo da ilusão. E de todas as outras coisas que vem no mesmo barco...
E depois disso, é só nutrir sentimentos errados.
Cultivar ideias estranhas, que levam sempre ao erro.
Mas, como eu sempre digo, tem horas que nada disso importa...
A indiferença não importa... Nem mesmo a distância...
Nem a falta de presença... A falta de afeto...
Afalta de correspondência...
Ainda bem que sonhar não custa nada...
Só assim para ter certeza absoluta de que vai dar certo no final...
Sonhando...
(certeza certa entende?! rs...)
Ina

sexta-feira, 5 de março de 2010

Pra ouvir quando ler o post abaixo...

"The Scientist"

Coldplay

Ausência...

Hoje acordei e fiquei um tempo enorme deitada na cama.
Na noite anterior, demorei para dormir.
Não conseguia parar de pensar nos encontros e desencontros e em como tudo isso transforma e mexe com a minha vida.
Estava sentindo uma saudade que não conseguia parar de crescer dentro do peito, feito massa de pão descansando.
Só que diferente do pão, a saudade não é tão docinha e maravilhosa.
E o cheirinho nem sempre é bom...
Levantei e fui fazer tudo que faço todos os dias, crendo que tudo ia passar...
Mas, não passou. E vieram outras manhãs. Outras pessoas foram embora...
Voltaram pro seu lugar de origem. E por mais que elas tenham interferido pouco, é estranho imaginar, não correr o risco de cruzar com ela pela cidade.
Seria tão mais fácil se só as pessoas desagradáveis fossem embora.
E que tivesse um país só pra elas!
Então, eu ia andar na rua sorrindo, por pior que fosse o meu dia.
Ou talvez, por conta da presença dessas pessoas, eu nem tivesse um dia ruim...
E foi assim que foi passando a semana. Sabendo que ao mesmo tempo muitos desconhecidos chegam, pessoas queridas vão embora, pra não sei quando voltar.
E essa é uma angustia tremenda. Ter e não ter esperanças. Querer falar e não poder.
Escrever e não ser respondido.
Vai dando um vazio.
Uma certeza estranha de que realmente se está sozinho,
nesse mundo onde tudo é muito rápido e passageiro.
E mesmo assim, a dor é profunda. E o vazio gelado, sombrio.
As certezas vão indo embora, a ausência faz isso... Vai levando aos pouquinho o que havia restado...
Vai carregando, como o vento faz nas folhas secas, vai varrendo pra longe.
E depois de um tempo, já não é possível ver aquela folha que estava aqui pertinho.
É justamente disso que tenho medo.
Que essa ausência malvada leve tudo embora rapidamente,
e que não dê tempo de fazer nada.
Só olhar pra trás, ou pegar nos papéis, a prova de que se viveu algo bonito.
E que se achava que era "eterno". Me sinto uma tola.
Acreditando nas coisas mais incertas, só porque o coração acha que tem que ser assim.
Mesmo que nesse tempo eu não receba nada em troca.
É tão difícil abrir a mão e deixar voar...
Não quero deixar voar!
Mas as vezes dá uma vontade de chorar e jogar tudo pro alto...
A falta é o pior sentimento.
O mais cruel, pois machuca no silencio da noite.
Faz chorar quando se está sozinho.
Faz doer quando toca aquela música...
E só se acha a cura com a presença...
Por mais distante que esse "presente" esteja...
As vezes, um sinal já é o bastante.
Um sinal de fumaça. De fogo.
Pra aquecer o coração.
Pra amenizar o frio do inverno.
E quem sabe, pra colorir os dias mais cinzentos...
*
"... Nobody said it was easy..."
Ina

Cuidando do jardim!!!

Os últimos 5 dias foram de pânico total!!
Estilo, crise financeira, mortandade de peixes, seca mais do que seca no Nordeste.
Terremoto no Chile!!
Fiquei pensando que poderia ter uma semente aqui dentro do meu jardim.
Que pudesse brotar em alguns meses.
E depois e ao longo desse tempo, acabar com tudo que planejo e sonho!!
Não estava conseguindo pensar em nada.
Semente brotando no jardim??
Por favor, Deus, no meu jardim não!!!!
Perae, uma semente qualquer. Aqui não!!!!
Terrinha boa, merece semente de boa/otima/ excelente qualidade,
afinal, espero cultivar apenas belas flores ou belos cravos!!
Como seria, quando "A Semente" aparecesse? Uma plantinha no caminho?
"Adeus querida! Não dá pra mim!!!!"
Ah.... Minha cabeça foi longe. Imaginem vocês...
Sementinha crescendo... Atrapalhando tudo... Devastando tudo!!
Planta carnívora em jardim de belas flores e lindos animais voadores!
Pânico total!!! Terror quase mortal!!
Jardineira aprendeu o recado!!!
Sementinhas "in natura", só com muito amor, e na hora certa, ou seja,
daqui a bons e longos anos!
Meu jardim, espera "A Semente"!!
Vivendo e aprendendo...
Meu jardim, por enquanto, fechado para balanço.
Época de pesticidas e agro tóxicos!
Jardineiros de plantão, tirem férias!!!!
Ina

Pensando... Respirando... Sentindo...

Esses dias recebi algumas pancadas inesqueciveis...
Estava pensando até em não escrever, pra não deixar registrado/ gravado, um momento que deveria ser apagado, da memória e de todos os lugares onde deixou marcas.
Enfim, durante essa semana, fiquei sozinha, pensando. Quais as minhas prioridades.
Quem eu quero do meu lado. Quem me quer por perto.
O que é valido fazer pra estar com quem se gosta...
Pensei tanto, que talvez isso tenha me marcado mais e mais...
Palavras nem sempre voam com o vento!!
Palavras de amor, ficam sempre guardadas no meu potinho mais bonito.
No jardim mais florido que consigo cultivar em dias tão difíceis.
Afinal, são elas, as palavras de carinho que me fazem caminhar e achar que tudo vai dar certo, quando o dia amanhece nublado e cheio de pedras no caminho.
Mas, por outro lado, aquelas palavrinhas não tão belas, também ficam guardadas as vezes. Principalmente quando vem de alguém querido. Alguém que a gente ama.
Algumas delas, deixam marcas tão duras, tão profundas que não se sabe qual o remédio colocar. E nem se toda "medicina dos sentimentos" e afetos é capaz de curar...
Confesso que as vezes estamos frágeis. Confesso também que as vezes tudo que a gente precisa é de carinho, e com quem contar, e por isso, algumas frases, algumas palavras, ou conjunto delas, se torna tão voraz e cruel ao coração. A mente. Que vai longe...
Fazendo despertar borboletas no estômago. Aquelas do tipo, aterrorizantes, que despertam um misto de raiva, e outro sentimento que nem sei como explicar. Acho que algo tipo, "desamor", "desamizade", falta de afeto.
Foi assim, ou pior do que isso. Meu coração parecia não estar mais preso ao meu peito.
Parecia que eu não sabia mais quais eram as minhas referencias.
Fiquei sem chão e querendo desaparecer num buraco negro, pensando estar num sonho ruim, rezando pra que tudo acabasse bem no final.
Mas ainda não teve final...
Talvez porque eu precise de um tempo sozinha e mais do que isso, porque muitas vezes eu prefiro calar.
Apenas respirar as vezes faz muito sentido...
Just breathe, please!!
Ina

domingo, 28 de fevereiro de 2010

"Eu Espero" - Luiza Possi

"Eu Espero"

"... Vai ser sempre assim, a sua falta vai me incomodar..."

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Carta IV

(Carta a uma amiga.)
Oi amiga!!
Apesar da sua presença quase diária na minha vida, achei necessária esta carta.
Ai, você nem imagina como a minha cabeça está.
Você não imagina o que acontece dentro do meu coração.
A alguns dias, tive certezas óbvias pra alguns, mas muito incertas pra mim até então.
Parece que vivi sonhando, ou que sonhei vivendo.
Tudo que sempre quis ouvir pra confirmar meus objetivos.
Pra confirmar minhas sensações, meus desejos, ecoaram por ai...
Soaram como música para meus ouvidos e calmante pro meu peito.
Mas as vezes isso é tão estranho.
Fico pensando que chega ser bizarro saber certas coisas e acreditar nelas.
Mas as vezes é disso que meu coração precisa. Pra continuar achando tudo lindo quando a saudade vem incomodar naquela noite chata em que tudo poderia ser .... Romance.
Ao mesmo tempo, sinto uma felicidade, um alívio. Mas não sei até aonde isso é bom.
Até aonde isso é correto, comigo e com tudo que ainda me vai acontecer.
Mas acreditar parece tão certo. Afinal de contas. É o meu conto de fadas.
É a minha história de amor. Minhas versão de encontros e desencontros.
Minha prova que o destino está ai.
Sei lá, parece uma viagem, das mais loucas possíveis. Aquelas que você decide sair com a roupa do corpo pra se jogar no mundo. Sem endereço, documento e nem apego.
É assim que sinto. Uma loucura. Mas é a minha cara viver essas coisas.
Por outro lado, deito a cabeça no travesseiro e me sinto tão sozinha que chega a fazer som, o vazio que as vezes tem aqui dentro.
Mas, logo em seguida, abro os olhos, do coração e da alma, e tenho certeza de que não estou cometendo erros. Que esse é o tempo que tenho pra me preparar pra viver o que pode haver de mais bonito.
Chega fico com lágrimas nos olhos. Só de imaginar ele chegando.
Por mais que tudo seja muito abstrato. Que tudo ainda esteja borrado, é como você sempre me falou... É só lembrar, pra tudo se fazer presente e vivo novamente.
Ah...
Meu coração nesse momento precisa estar amarradinho num pedacinho de fita, só pra não sair voando por ai.
Sinto uma felicidade e uma leveza tão boba. Tão infantil.
Me sinto uma menina de 7 anos esperando o aniversário pra ganhar aquela boneca.
Pra sentir o cheirinho de morango. E abraçar apertado.
É quase isso. E cada dia parece que está chegando.
Que já vai ser amanhã... E quem dera se já fosse...
Nem sei como vou dormir na véspera desse dia. Vou estar explodindo.
Feito bomba de chocolate na mordida do meio!!
Explosão de delícias. Explosão colorida, perfumada, brilhante...
Flor, preciso parar de escrever. Ficaria horas aqui.
Mas, o mais importante de toda essa carta é dizer que foi fundamental, ouvir o que ouvi de você.
Receber a noticia por você, por mais que tudo ainda seja nada. Por mais que águas ainda rolem.
Você me proporcionou o momento de mais alegria que pude ter nos últimos tempos.
Alegria pro coração sabe como é? Aquela que sai do coração e vai direto empurrar toda aquela aguinha que sai as vezes dos nossos olhos, quando a gente não encontra palavras pra descrever o momento.
Queria tanto que tivesse tocado uma música nessa hora. No fundo acho que não faria diferença. Pois quando você foi falando, tudo foi ficando colorido e lento. Cheiroso e em silencio.
Parecia que o mundo estava parando pra você me contar a coisa mais bonita que estava acontecendo nas estrelas.
Nem sei como dizer obrigada!
Talvez com um amo você escrito nos 7 mares. Ou com uma chuva pra regar você nos dias de calor... Sendo você a flor mais importante do meu jardim!
Agora... Além de um potinho. Bem vinda ao meu jarrinho!!
Te amo!
Ina

Fim de Carnaval... Começo de ano!!

Aff..!!!
Queria estar triste porque o CARNAVAL acabou.
Mas só de lembrar as coisas lindas que aconteceram... Não tem como.
Até porque a gente chega numa idade e percebe que as coisa boas, nem tanto como as ruim, vem sempre numa medida exata. Uma dose suportável.
Aquela dose que faz bem ao corpo, a mente, e principalmente ao coração.
Todos esses dias vividos mais do que intensamente.
Recheados e beleza. Com um toque de luxuria e coisas da carne.
Afinal, estamos falando da festa mais mundana e mais feliz que pode existir!!
Como eu sorri!!
Como eu fui "sorrida". Rs...
Como eu vivi!!
Como eu senti as pessoas vivendo!!
E como isso é bom!!
Brincando, sorrindo, desejando, cantando... AMANDO!
Amando e "desamando", como em toda época.
Mas amando mais, seja os amigos, os lugares, as bebidas, as ruas...
Amando a diversão. Amando os olhares. Os sorrisos. As gargalhadas que não eram poucas...
Ah!! Quantas coisas aconteceram e serão inesquecíveis.
Dos beijos, aos encontros, aos desencontros.
Aos corpos. As mãos. Aos abraços verdadeiros.
Queria brindar agora... Queria poder brindar a tudo que vivi nesses dias...
A tudo que me aguarda nos próximos 365 dias menos felizes e menos divertidos que estão vindo por ai.
É com o coração apertadinho que termino esse post.
Com a cabeça pulsando...
Com os pensamentos perdidos, tão perdidos que podem chegar a Lua, impulsionados pela felicidade que é cada vez mais plena.
Que venham os domingos... Os dias de chuva... As tardes sem namorado...
A dor de cabeça e a cólica... As noites de insônia... Os dias de tristeza.
Que venha TUDO!!!
Estou preparada e munida de toda felicidade e alegria possível!!
Vivi e sei que muitas como eu, viveram INTENSAMENTE!!
Sem arrependimentos. Sem borracha na mão. Esse Carnaval foi sem noção!!!!!!!
Buzino pra ele!!! O INMETRO aprova com toda certeza!!
É a vida sendo aproveitada da sua forma mais sincera e bonita!
Como já disse antes... Que venha 2010!!! Que venha com tudo!!!!
Ina

domingo, 24 de janeiro de 2010

Querer e não querer, é um saco!

Hoje quando estava voltando pra casa, pelo caminho fiquei pensando em como as coisas acontecem de maneiras estranhas e como nos posicionamos frente a isso.
Um dia você acorda e quer conhecer alguém. Por mil motivos.
Porque ficar sozinho as vezes é um saco.
Porque receber uma mensagem no celular pode mudar o dia,
por mais que essa pessoa ainda nem signifique tanto assim.
São pequenas coisas que para serem proporcionadas depende de mais um.
No outro dia, você encontra uma pessoa. Uma pessoa que poderia ser legal.
Que com certeza tem defeitos e qualidades, como todo mundo no mundo.
Mas que está disposta a ligar, mandar mensagem, chamar pra sair, chamar pra não fazer nada, enfim...
E aí, nesse mesmo dia, você percebe que talvez não seja nada daquilo.
Que você nem queria assim uma outra pessoa na sua vida.
E tudo vai girando e o querer é uma loucura.
A gente quer quem não quer a gente. A gente quer o do outro.
A gente quer quem não deveria querer. E quer também sempre o mais complicado.
E ainda, quer no tempo errado.
Fico pensando que as vezes pode ser uma forma de defesa. Ou apenas de diversão.
Por que é muito legal passar a tarde pensando em alguém muito bonito ou interessante e que talvez não te dê bola.
E porque as vezes é preciso passar o tempo sonhando com algo diferente.
Claro, enquanto isso não dói. Enquanto isso não fere.
E assim, por querer o que ainda não quer a gente, outras oportunidades vão sendo perdidas e/ou mal aproveitadas.
Passei a noite tentando ver tudo de um outro ângulo.
E ri. Só consegui rir. Porque por mais que o coração não sinta nada, que não seja nem paixão, o desejo, o querer ou sei lá o que seja isso, faz da gente um banana.
Um grande e imenso estúpido.
Perdemos oportunidades para e por nada.
Esquecemos uma noite inteira pra só lembrar o que convém.
Mas, as vezes também acho que só eu sou assim.
Que é o meu jeito banana de ser. Que as vezes toma conta de tudo.
Queria poder entender toda essa complexa mudança que acontece dentro da gente a cada instante.
Querer e não querer as vezes, dá no saco!!!
E tentar entender e explicar tudo isso, é pior ainda.
Ina

Cine Iris!!

O dia em que as mocinhas mais se divertiram.
Pra compensar os vários dias em que planos deram errado... Veio essa noite.
Que como disse, eu e minhas meninas esperamos por toda a nossa vida!!
Depositamos todas, digo TODAS as nossas expectativas em relação a uma noite de festa nesse dia.
E por incrível que pareça, foi surpreendente!!!
Sabe quando tudo parece dar certo? Então foi isso.
Alta produção... Aquelas borboletas voando dentro da gente, antes de sair de casa.
Uma grande maquiagem... Muitos acessórios.
E foi assim, que nossas mocinhas colocaram as asinhas pra fora e saíram voando pra curtir uma noite a fantasia.
Parecia que tudo era possível.
Rs... E o mais incrível é que realmente era isso. Realmente foi isso.
Encontros inesperados. Aquela vontade de não esconder mais nada.
O botão do "foda-se" ligado. Afinal de contas, aquele era nosso território... A nossa noite num lugar incrível. Lotado de... Luxuria. Gargalhadas. Loucuras e afins.
A noite rendeu alguns bons frutos. Mas também rendeu algumas oportunidades perdidas, ou melhor, mal aproveitadas. Porque com certeza outras virão e ninguém vai dormir no ponto. Até porque o raio pode cair 69 vezes no mesmo lugar, mas esperar pela ultima oportunidade é tolice.
Essa noite ensinou e surpreendeu.
Quem não foi... Perdeu.
Ina

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Carta III

Oi.
Essa eu jurei não mandar. Mas nunca consigo.
Acho que é muito mais forte do que eu, me fazer presente. Te trazer pra perto. Mesmo que não seja da forma que gostaria.
Mas antes de contar todas as minhas questões com a saudade, e todas as coisas que esse coração ainda sente...
Como andam as coisas por ai? Muito frio né?! Um frio assim de congelar o coração.
Sei bem como é.
As vezes aqui parece fazer exatamente esse mesmo frio.
Mesmo que nas ruas a temperatura seja de 41º.
Mas fora todo o frio, que você nem deve estar sentindo, espero que tudo esteja bem.
Por aqui, percebi que esses dias quentes, dias quase de Carnaval, me trazem uma certa melancolia.
Dá um apertinho no peito sabe?! Ouço passarinhos verdes cantando, aquele friozinho na barriga... Mas ao mesmo tempo, sei que não é nada disso.
Parece que a qualquer momento vou olhar pro lado e te ver...
Mas isso não vai acontecer. E é tão ruim perceber isso.
Sentir isso.
Dá um vazio, estilo buraco negro sabe?!
(acho que não...)
Mas, agora sinto que tudo pode ficar bem pior.
Principalmente porque já vai fazer 1 ano.
E vou viver exatamente tudo aquilo que vivemos a 365 dias atrás, só que dessa vez eu to sozinha.
Vou estar com as melhores companhias do mundo, e mesmo assim, vou ter a capacidade de olhar pro lado e sentir sua falta.
Porque, por enquanto o seu lugar ainda está aqui... Em branco. Vazio. Nulo.
Por mais que as vezes isso realmente não importe muito.
Afinal de contas, a época de sentir saudade todos os dias já passou.
Consigo muitas vezes lembrar de você, sorrir e sentir apenas carinho.
Mas esses dias mascarados e coloridos que estão por vir, também vão chegar com máscaras negras. Cheias de saudade e dor. E pela primeira vez vou cantar musicas de Carnaval sentindo realmente tudo aquilo.
Toda aquela saudade do Carnaval passado.
Vai ser ruim... Mas vou pintar meu rosto e esconder ao máximo tudo isso, atrás de mais um sorriso colorido. Aposto que não estarei sozinha.
Mas talvez eu consiga guardar tudo isso pro final de cada dia, pro final de cada noite...
Quando eu tirar toda a fantasia, toda a pintura...
E restar apenas a minha alma e meu coração limpinhos. Transparente.
Quando for simplesmente e somente eu.
Com certeza sentirei o aperto mais sincero e verdadeiro e a saudade mais sem solução vai sentar ao meu lado e me fazer lembrar de toda beleza que só eu pude ver e viver num Carnaval que (infelizmente) passou.
Mas deixa tudo isso pra lá...
Beijos de verdade...
Ina

Indico!

Ah! Como é bom estar sem fazer nada, com a cabeça a mil... com milhões daqueles mosquitinhos voando e fazendo barulho lá dentro da gente...
Mentira!
Mas, como é bom quando isso acontece e achamos algo pra adoçar e espantar toda essa agonia.
Achei na noite passada, enquanto pensava, desenhava, lembrava e chorava, esse site...
Simplesmente maravilhoso. Com textos e imagens lindas.
Daquelas que são capazes de mudar nosso estado num simples terminar de ler...
Uma delicia viciante!!
Um aprendizado constante!
Ina
(com uma boa indicação!!)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Comemorar... Sexta!!!

Afff... Essa semana está um TÉDIO!
Tenho tantas coisas pra comemorar, tenho tantas coisas passando pela minha cabeça...
Tenho tantas outras pra serem realizadas...
Quero sair... Encontrar os amigos... Sair por aí, falando besteira e rindo da vida!!
Mas por outro lado, estou presa. Sou a única a trabalhar e ter "responsabilidades".
E isso as vezes é tão chato. Ninguém entende, o quão importante é a sexta- feira;
As pessoas não sabem como é diferente o gostinho do chopp no bar depois de uma semana inteira de trabalho...
AH! Não vejo a hora de chegar.
Mas ao mesmo tempo, corro aquele velho risco de ficar em casa...
Porque FERIAS faz parte da vida de todos...
Os dias livres tomaram conta da vida do mundo!!!
E todo mundo já aproveitou o que eu estou rezando pra chegar...
Parece que eu sou a única formiguinha trabalhadora dessa cidade!!
Essa cidade maravilhosa, que vive dias de verão intenso.
De praias lotadas... De bares sem mesa de segunda a segunda...
E eu, trabalhando. Exercendo o oficio!!
Quero a sexta- feira como nunca quis.
Por mais que possa dar tudo errado. Até porque estou criando em cima disso...
E isso é um sinal fortíssimo de que algo dará errado... Queria não ser assim... Ansiosa...
Mas... "...Faz parte de mim ser assim..."
Ainda bem que hoje já é quase quinta!!
Quero uma noite de Party na minha vida, na minha sexta!!!!
PRECISO COM URGÊNCIA!!
Ina
(Em pânico!!)

sábado, 9 de janeiro de 2010

Sem rótulos... Nem padrões, por favor!!!

Interessante como as vezes a gente se sente incapaz pelo simples fato de não pertencer ao padrão de beleza que a grande maioria segue.
Incrível também como a gente só se dá conta que também admite esse preconceito bem depois.
E pior do que isso... Como nós mesmos somos capazes de nos polir, nos podar pra que não façamos nada que depois vire um possível "erro" dentro desses grupos.
Ah!! Chega disso. Tudo uma grande bobeira e no fundo no fundo eu sei muito bem disso.
E todo mundo também sabe.
Essa merda de padrão só existe na nossa cabecinha, muitas vezes pequena e com medo.
O que nos impede de fazer as coisas não é a porra de um padrão, e sim o nosso medo de parecer tolo. De fazer besteira e parecer um idiota no final da historia.
Padrão pra que? Nem todo o dia o céu está azul... nem todo dia o mar está pra peixe...
Nem todo dia eu acordo com vontade de colocar um vestido. Justamente por isso, as vezes acredito que nem sempre os meninos querem as namoradas... Nem todas as meninas querem o homem de suas vidas...
Nem todas as "piriguetes" querem um "pente".
Enfim.... Tudo está ai para ser mudado, regras para serem quebradas...
Padrões, para NÃO SEREM SEGUIDOS!!!
Por favor, vamos nos jogar... arriscar esquecendo toda essa grande besteirada...
Todos somos diferentes e aposto que suas vontades e desejos mudam quase como os meus...
Por isso... Nada de só rosa... Nada de só amarelo...
Quero um arco-íris de possibilidades... Sem rótulos!!!
Vou pra rua...
Ina

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Pra adoçar a noite...

Depois de mais uma noite daquelas em que tudo parece dar errado...

Mas que na verdade é só a sua vontade que foi contrariada...

Estava sozinha pensando em toda a confusão que já está começando a chegar em 2010...

(E olha que só estamos no 8º dia.)

Enfim.... Vagando por essa web, vasculhando e lendo textos alheios, achei esse video fofo!

Acho que é disso que todas precisamos na vida.

Um dia de doces surpresas!!

Boa Noite!!!

Ina

Pra começar o ano BEEEM...

Afff... Como dizem por aí... "Quer resenha?"
Senta na frente do pc e começa lendo o meu primeiro post do ano.
Depois de tantas emoções de reveillon. Voltei a essa vidinha boa de trabalho, casa e computador... fecebook, orkut, msn... enfim, essas chatices cotidianas inevitáveis...
Pra completar, mais uma rasteira do destino.
Sabe quando você acredita que tudo já está milimetricamente acertado?
Então, era assim que estava me sentindo. Segura de mim e tudo que eu estava acreditando.
Durante a viagem, falei disso algumas vezes. E lógico, não falei em vão.
Tinha certeza de um futuro de reencontros. Um futuro distante. Mas acreditava nisso.
Eis que... Boas conversas surgem. Boas lembranças e com isso, novos planos.
E é aqui, justamente aqui, que começa toda a minha confusão de Janeiro de 2010!
A primeira do ano!! Vamos brindar a ela!!! Blin Blin!!!
Certa vez, quando não conseguia acreditar em nada, comecei a pensar em tudo que deveria fazer pra que essa historia fosse realmente a historia da minha vida.
Pra que tudo isso não fosse em vão. Porque eu tinha certeza de que lá na frente tudo ia se arrumar da melhor forma pra mim.
Mas, no fundo eu sei que só pensei em tudo isso, baseada na minha grande vontade de reencontrar alguém que me foi importante, na verdade, mais do que importante.
Mas sei lá... Cheguei de Búzios pensando tantas coisas, achando tantas outras.
Que quando me vi conversando sobre isso, achei que tudo não passava de uma viagem.
E foi ai que me deu um medo!! Um medo enorme. Um vazio maior ainda.
Confesso que sou precipitada demais. Confesso que sou ansiosa e que na minha cabeça, é melhor ter tudo arquitetado desde hoje!
Então, bateu esse medo horroroso, de deixar de acreditar.
De deixar tudo que aconteceu se apagar.
Por mais que esse seja o caminho mais curto pra se resolver as coisas que não temos o poder de resolver.
Fico me achando cruel com o que acredito. Mas ao mesmo tempo, não sei se ainda acredito.
Por mais que muitas vezes eu queira muito adiantar o relógio só pra ver qual vai ser...
Hoje, me sinto insegura, e abrindo a mão e deixando o vento levar todo aquele pozinho colorido que tinha guardado ali por meses.
É como deixar um sonho se apagar. É isso que sinto. Cada vez vejo que os planos estão se apagando. Que os sonhos já não são frequentes. E que talvez eu nem acredite tanto quanto antes...
Ah, como o destino é traiçoeiro. Logo agora... Logo agora que o tempo seria mais curto.
Que o contato está maior. Que já não sofro tanto com a saudade...
Logo agora que seria tão mais tranquilo e leve esperar...
Não sei o que pensar... Tenho medo de deixar toda essa historia de apagar...
Tenho medo de deixar de sentir... Por mais que eu saiba que aquele espaço tem dono.
É ruim saber que está tudo diminuindo com o passar do tempo. E se for assim, o tempo que seria tão meu amigo, vai acabar se tornando o grande vilão dessa história.
Ao contrario de muitas meninas por ai, não quero esquecer ou deixar de sentir...
Só não sei ainda o que fazer pra que isso não aconteça... Sei que esquecer completamente é impossível... Mas queria continuar acreditando, sonhando e sentindo o futuro como antes.
Por mais que doa as vezes... Conforta na maioria das horas...
Não quero ser vitima do tempo. Não quero olhar pra trás e ver que errei feio ao deixar a borracha passar por cima e transformar todo aquele papel escrito em um monte de NADA.
As vezes começo a me sentir uma pessoa normal e acreditar que o futuro a Deus pertence. E no quão incerto ele pode ser...
Ina
(Com o coração na mão)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

2010!!!!

Enfim... 2010...
E o final do ano chegou sutil. Parecendo uma semana normal, dias normais...
Até que as malas são feitas, a ansiedade invade o coração, e tudo se torna... Leve! Férias! Fim !! Começo!!
E como foi bom... Fugir! Com pessoas desconhecidas... Com minhas amigas, pra viver os últimos segundos de 2009. Pra aproveitar tudo que não se pode aproveitar durante o ano. Para celebrar a beleza, a leveza, o turbilhão que foi o ano que estava indo embora. Talvez o melhor de todos pra alguns, assim como pra mim... 2009 foi digno de comemorações!!! Celebrações!!
Em dois dias... O mundo caiu!!! E tudo virou gíria. E tudo virou piscina, praia, cerveja, vodka e colírio para os meus olhos!!! rs...
E da melhor forma possível, ao lado das melhores pessoas, num dos lugares mais bonitos, passei os últimos dias de 2009 e comecei o ano melhor ainda. Cheia de historias pra contar.
Cheias de boas lembranças. O carro caído no mato, ao som de "oi amor, sou eu..."
Nossas bebedeiras a noite ouvindo "deixa a gatinha dançar..."
Tantas gargalhadas ao ver o roubo de uma Tequila!! (inesquecivel!)
Muitas noites regadas a Vodka!!! Da melhor e da pior qualidade!!
Muitas, muitas risadas, mas muitas mesmo ao lembrar depois o tanto de merda que aconteceu antes da gente sair... E ao lembrar que perdemos uma garrafa de vodka cheia, que dormiram em pé segurando a porta, que nessa noite rolou um festival de cuecas!! rs.. rs... rs...
Ah... tantas emoções...
Comecei mais do que bem meu ano de 2010.
Fazendo doce, mas comecei bem!!!! rs...
Espero que cada um tenha tido nesses primeiros dias , metade de tudo que tive.
Acho que já é o suficiente para começar o ano com chave ouro cravejada de brilhantes!!!
QUE EM 2010, TENHAMOS, AMOR... SUCESSO... LUZ... E MILHÕES DE MOMENTOS COMO ESSES PRIMEIROS... MOMENTOS PRA LEMBRAR PRA TODA A VIDA!!
("Se báh", daqui a muito tempo, a gente vai sentar e lembrar, fato que a gente vai lembrar que essa viagem foi Pica das Galáxias e deixou saudade!!!)
E por hoje, chega de resenha!!!!
Ina
(FELIZ 2010!!)