Um dia acordei e achei que estava curada.
Levantei e corri pelas ruas sorrindo.
Até perceber que no mundo todos tinham seu nome.
Por onde eu andava alguem te chamava.
Na livraria, o autor mais procurado era você.
No café, o pãozinho mais quente tinha seu nome.
No parque, todos os meninos se gritavam;
E o som era sempre o mesmo.
Abri uma revista;
Não tinha seu rosto, mas seu nome estava la.
Quando achei que já tinha escutado de tudo...
Os sinos bateram e todos pareciam te chamar de uma forma cósmica...
As crianças, os velhos, os pássaros, os carros, as nuvens, as árvores...
Tudo no mesmo segundo.
Num compasso único, tudo era você.
Foi quando sentei e fechei os olhos.
Pedindo que alguém pudesse silenciar o mundo.
Por um segundo, para que eu pudesse sorrir de novo.