Para concluir...
Sentada aqui agora, comecei a ler os antigos posts do blog.
Quanta coisa já aconteceu e eu continuo por aqui.
Trocando o fundo. Mudando a cor. Trocando de roupa. Talvez de cabelo.
Mas melhor que tudo isso. Mudando aqui dentro.
Já escrevi porque eu estava muito feliz.
Porque estava morrendo de tristeza e achando que meu coração não existia mais.
Depois percebi que a regeneração é lenta (muitas vezes), mas posso afirmar que ela nunca falha.
Quando acordei um dia em Santa e percebi que era o último dia de 4 meses e que talvez aquilo não tivesse volta, coloquei um fone no ouvido, deixei a rádio tocar e de noite passei por aqui,
para deixar registrado que eu não tinha forças pra aguentar...
Olá! Aqui estou eu.
Antes disso, escrevi e ilustrei minha paixão pela dança, pelo maracatu e não sabia viver sem isso. Hoje aqui estou... Vivendo!
Tantos textos tenho vontade de ficar lendo, lendo, lendo...
Até ficar com ele gravado aqui dentro.
Mas as vezes o momento nem foi tão especial assim.
Na verdade, comecei a perceber que a gente se abate o quanto se permite.
E é feliz, numa mesma proporção.
Quando leio um certo texto posso ver toda a minha sinceridade estampada.
Feito desenho feito a mão. Aquilo ali era eu. Era o aqui dentro posto pra fora.
E isso saiu assim sem doer. Natural. Na minha hora. No meu tempo.
Me chateia um pouco ter divulgado e enaltecido essas palavras.
Afinal, muitas vezes quem lê não está preparado.
Mas, no fundo não importa o quanto as pessoas estão preparadas para me receber. Acho que amadureci o suficiente pra perceber que o que importa é o aqui, nem sempre o lá fora.
Até porque se o mundo estava preparado para mim,
eu não sei o quão preparada eu estava para ele.
Infelizmente, toda vez que eu parar no "Hum..." vou lembrar o quanto foi bom e/ou ruim.
Na verdade não sei o que fala mais alto, mas acredito que tudo tenha servido pra que eu deixasse sair de mim, toda uma verdade, que talvez a pessoa mais importante da minha vida não tenha conhecido.
Só pra saber o quanto posso sentir e continuar sentindo, mesmo quando a surpresa não é boa.
E continuar se entregando mesmo quando não há mais nada a entregar...
Válido? Errado? Terminado?? Não sei.
Mas hoje percebo o verdadeiro valor da sinceridade e da conversa.
Das palavras que voam por ai, feito folhas mortas e das outras que passam feito perfume de rosas...
O mal é que no calor do momento tudo pode se misturar, e a folha seca cheirar bem e o perfume não agradar...
Saber, saber, ninguém nunca sabe, aonde a estrada vai dar, quem vamos encontrar e o quanto esses encontros serão capazes de nos transformar pra sempre.
E a estrada continua. E tudo passa....
Inajah!